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Principais Regiões Produtoras
A viticultura é uma atividade já tradicional em nove regiões brasileiras. Como zonas de viticultura temperada destacam-se as regiões da Fronteira, Serra do Sudeste, Serra Gaúcha, Campos de Cima da Serra e regiões Central e Norte do Estado do Rio Grande do Sul; as regiões do Vale do Rio do Peixe, Planalto Serrano e Planalto Norte e Carbonífera, no Estado de Santa Catarina; a região Sudeste do Estado de São Paulo e, a região Sul do Estado de Minas Gerais. A região Norte do Paraná é tipicamente subtropical e as regiões Noroeste do Estado de São Paulo, Norte do Estado de Minas Gerais e Vale do Sub-Médio São Francisco (Pernambuco e Bahia), caracterizam-se como zonas tropicais, com sistemas de manejo adaptado às suas condições ambientais específicas. Além destes, novos pólos vitivinícolas estão surgindo em diferentes regiões do país, seja sob condições temperadas, tropicais ou subtropicais. A viticultura brasileira desenvolvida sob condições temperadas segue, no geral, os mesmos procedimentos utilizados em países tradicionais no cultivo da videira. Já nas regiões de clima quente, adaptaram-se técnicas de manejo a cada situação específica e os ciclos vegetativo e de produção são definidos em função das condições climáticas e das oportunidades e exigências do mercado. Os principais problemas de ordem fitossanitária são similares, tanto nas regiões temperadas como nos climas mais quentes, destacando-se o míldio da videira (Plasmopara viticola) pela sua agressividade em todas as regiões. Outras doenças fúngicas importantes são o oídio (Uncinula necator) nas regiões quentes e a antracnose (Elsinoe ampelina) nas temperadas.
As regiões tradicionais e os principais pólos emergentes da vitivinicultura brasileira são apresentados na seqüência deste artigo, agrupando-se as regiões segundo suas características ambientais em viticultura temperada, viticultura subtropical e viticultura tropical.

Viticultura de Clima Temperado
É uma viticultura tradicional, concentrada nos Estados do Sul e do Sudeste, representando cerca de 88% da área de vinhedos e mais de 98% da uva utilizada para processamento (vinhos, sucos e outros derivados) do país. Vários são os sistemas de manejo utilizados, dependendo da região e do tipo de produto objeto da produção. Em sua maioria são usadas cultivares e porta-enxertos convencionais, oriundos de outros países. Entretanto, algumas novas cultivares, criadas no Brasil, estão em fase de franca expansão comercial.

Campanha e Serra do Sudeste do Rio Grande do Sul
Localizada na ”Metade Sul do Estado”, é uma região de campo, com topografia ondulada, apta à mecanização, cuja situação geográfica está entre 29º45’23’’S/57º05’37’’W (município de Uruguaiana) e 31º33’45’’S/53º26’15’’W (município de Pinheiro Machado), com altitude variando entre 75m e 420m. A temperatura média na região varia entre 17,6ºC e 20,2ºC, a precipitação pluviométrica média varia entre 1.367mm e 1.444mm, e a umidade relativa do ar, em média, situa-se entre 71% e 76%. Esta diversidade ambiental oportuniza a produção de uvas que originam vinhos com diferentes características de tipicidade dentro da própria região, de acordo com as condições climáticas específicas de cada zona de produção. A região da Campanha, atualmente com aproximadamente 1.500 ha consolidou-se como produtora de vinhos finos na década de 1980 a partir de um Projeto implantada por uma empresa multinacional no município de Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai. Já na Serra do Sudeste, a vitivinicultura veio a ganhar importância econômica mais recentemente a partir de investimentos efetuados por vinícolas localizadas na Serra Gaúcha. Em ambos os pólos produtores são cultivadas exclusivamente castas de Vitis vinifera, com predominância das uvas tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat, Cabernet Franc, Pinot Noir; Touriga Nacional, Tempranillo e entre as uvas brancas destacam-se Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Griogio e Ugni Blan (Trebbiano). A produtividade dos vinhedos na região situa-se entre 8 e 12 t/ha, dependendo da cultivar e das condições climáticas da safra.
As uvas produzidas originam principalmente vinhos tranqüilos, embora venha crescendo em importância a produção de uvas, das castas Chardonnay e Pinot Noir, para a elaboração de espumantes.

Serra Gaúcha
A Serra Gaúcha está localizada no Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, cujas coordenadas geográficas e indicadores climáticos médios são: latitude 29ºS, longitude 51ºW, altitude 600-800m, precipitação 1.700mm, temperatura 17,2ºC e umidade relativa do ar 76%. É a maior região vitícola do país com cerca de 40 mil hectares de vinhedos. Trata-se de uma viticultura de pequenas propriedades, pouco mecanizada devido à topografia acidentada, onde predomina o uso da mão-de-obra familiar. A poda é realizada em julho-agosto e a colheita concentra-se nos meses de janeiro a março. Mais de 80% da produção da região se origina de variedades de uvas americanas (Vitis labrusca, Vitis bourquina) e híbridas interespecíficas. As variedades de maior expressão neste grupo são:Isabel, Bordô (Ives), Niágara Branca, Concord Niágara Rosada, Jacquez e Seibel 1077. Referente às castas de Vitis vinifera, destacam-se as cultivares de uvas brancas Moscato Branco, Riesling Itálico, Chardonnay e Trebbiano (Ugni Blanc); entre as tintas as principais são Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Tannat, Ancellota e Pinotage.
A densidade de plantio situa-se entre 1.600 a 3.300 plantas por hectare e predomina o sistema de condução em latada ou pérgola (horizontal), proporcionando produção de 10 a 30 toneladas /ha, de acordo com a cultivar e as condições climáticas da safra. A maior parte da uva colhida é destinada à elaboração de vinhos, sucos e outros derivados. As uvas de origem americana são utilizadas sobretudo para a elaboração de suco e de vinho de mesa. No que se refere aos vinhos finos, merece destaque a produção de vinhos espumantes de alta qualidade, além dos vinhos tranqüilos, brancos e tintos. Detentora de alta tecnologia enológica, sobretudo no segmento de vinhos finos, esta região vem crescendo como produtora de vinhos de qualidade. Uma evidência da evolução organizacional da vitivinicultura da região foi a criação da Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos, em 2002, iniciativa que motivou outros grupos de produtores da região a seguirem o mesmo caminho.

Vale do Rio do Peixe
Localizada no Estado de Santa Catarina, latitude de 27ºS, longitude 51ºW, altitude 600-800m, esta região apresenta como indicadores climáticos médios 1.800mm de precipitação anual, temperatura 17,1ºC e umidade relativa do ar de 80%. A viticultura ocupa cerca de 2.200 hectares. Apresenta grande similaridade com a Região da Serra Gaúcha quanto à estrutura fundiária, topografia e tipo de exploração vitícola, baseada no uso da mão-de-obra familiar e voltada à produção de uvas, em sua maioria, para a elaboração de vinho de mesa e suco de uva. A cultivar Isabel ocupa cerca de 75% da área de vinhedos, seguida por outras cultivares de Vitis labrusca e híbridas interespecíficas como Niágara Branca, Niágara Rosada, Ives e Couderc 13. Predomina o sistema de condução em latada e a densidade de plantio situa-se entre 1.600 a 3.000 plantas por hectare. Nesta região, a produção de uvas viníferas não chega a 5% do volume total produzido, entretanto há a manifesta intenção de produtores tradicionais de vinhos de mesa migrarem para a produção de vinhos finos.

Região Sul de Santa Catarina
Com latitude de 28º S e longitude 49º W, esta tradicional região vitivinícola, compreende vários municípios inclusos na bacia hidrográfica dos rios Urussanga e Tubarão, são eles: Cocal do Sul, Criciúma, Forquilhinha, Içara, Lauro Muller, Morro da Fumaça, Nova Veneza, Siderópolis, Treviso, destacando-se como principais produtores vinícolas os municípios de Urussanga e Pedra Grande A região possui como base da sua produção vinhos brancos da variedade híbrida “Goethe”. A área vitícola da região é de cerca de 90 hectares, distribuídos entre estabelecimentos de estrutura fundiária baseada na agricultura familiar.

Leste de São Paulo
Situada a 23ºS 47ºW e entre 700 e 900m de altitude, a região leste do Estado de São Paulo apresenta médias anuais de 1.400mm de precipitação, temperatura de 19,5ºC e umidade relativa do ar de 70,6%. É uma região onde a altitude compensa a latitude, condicionando à prática de uma viticultura de clima temperado. O inverno é ameno, porém sujeito à ocorrência de geadas, e com baixa precipitação pluviométrica. O verão é quente e chuvoso, propiciando a incidência de doenças fúngicas como míldio, oídio e podridões do cacho, entre outras. A área de vinhedos é da ordem de 7.250 hectares e a produção vitícola da região está distribuída em três categorias. Destaca-se num primeiro grupo a produção de uva americana para mesa, com predomínio absoluto da “Niágara Rosada” com uma área de parreirais de cerca de 5.100 hectares. Os vinhedos são conduzidos em espaldeira simples que apresentam uma produtividade média neste sistema é de 8 a 10 t/ha, sendo a colheita concentrada em dezembro-janeiro. No segundo grupo estão as uvas européias para mesa, representadas pela cultivar “Itália” e suas mutações “Rubi” e “Benitaka”, com uma área de parreirais de cerca de 2.100 hectares. Os vinhedos são conduzidos em latada, com 330 a 625 plantas por hectare, sendo a colheita concentrada nos meses de fevereiro e março. A produtividade situa-se em torno de 30 t/ha. Em terceiro lugar estão as uvas destinadas à elaboração de vinho, com destaque para a Seibel 2. O sistema de condução mais utilizado é a espaldeira simples.

Sul de Minas Gerais
Este pólo situa-se a 21ºS 40ºW e altitude em torno de 1.150m. O clima da região caracteriza-se por uma média de precipitação pluviométrica de 1.500mm, temperatura média anual de 19ºC e umidade relativa do ar de 75%. É uma região tradicional no cultivo de uvas de origem americana (Vitis labrusca e Vitis bourquina), com área de produção estabilizada em torno de 350 ha. As principais cultivares utilizadas são “Bordô” (localmente também conhecida por Folha de Figo), “Jacquez”, “Ives”, “Niágara Rosada” e “Niágara Branca”. Aqui a latitude é compensada pela altitude, praticando-se uma viticultura de clima temperado, com poda em julho e agosto e colheita em dezembro e janeiro. O perfil do viticultor da região é de agricultura familiar e tradicional. Os parreirais são conduzidos no sistema de espaldeiras e grande parte implantado em sistema de pé franco (sem o uso de porta-enxerto), nestas condições, a produtividade média da região gira em torno de 8 ton./ha. Quanto a produção de vinho na região, que em sua grande maioria (95%) são vinhos de mesa produzidos com uvas cultivadas na própria região e parte com uvas adquiridas no Rio Grande do Sul. Embora a vitivinicultura do pólo de Caldas e Andradas seja focado na produção de vinhos de mesa e suco de uva, existem ações de empresários e da própria Empresa de Pesquisa e Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais – EPAMIG, no sentido de incentivar a produção de uvas viníferas.

Pólos Emergentes
Destaca-se como emergente da vitivinicultura brasileira de clima temperado a região do Planalto Catarinense, estruturada em três pólos produtores: São Joaquim, Campos Novos e Caçador. Situam-se entre as latitudes 26º e 28ºS e entre as longitudes 50º e 52ºW, com altitude variando entre 900m e 1.400m., este pólo produtor está voltado exclusivamente ao cultivo de castas de Vitis vinifera, para a produção de vinhos finos. Os primeiros vinhedos foram plantados na região em 2001, chegando, em 2007, a uma área aproximada de 180 hectares. Entre as principais variedades cultivadas encontram-se as tintas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Pinot Noir e Malbec e as brancas: Chardonnay e Sauvignon Blanc. O objetivo dos empreendimentos são a produção de vinhos finos de alta qualidade.

Viticultura Subtropical

A viticultura subtropical brasileira, propriamente dita, desenvolveu-se apenas no Norte do Estado do Paraná, onde predomina o cultivo de uvas finas de mesa. Esta região tem um papel importante no abastecimento do mercado interno de uvas para consumo in natura.

Norte do Paraná
As coordenadas geográficas desta região vitícola são: latitude 23ºS, longitude 51ºW e altitude variando entre 250 a 800m. Trata-se de uma região tipicamente subtropical, cujos indicadores climáticos médios são de 1.600 mm de precipitação, temperatura de 20,7ºC e 73% de umidade relativa. A temperatura média dos meses mais frios (junho e julho) situa-se em torno de 16,7ºC, havendo risco de geadas neste período. A precipitação pluviométrica concentra-se entre outubro e abril. Entre maio e setembro as médias são inferiores a 100mm mensais, havendo necessidade de irrigação. Predominam as pequenas propriedades com uso da mão-de-obra familiar. O principal produto da região são as uvas finas de mesa, destacando-se a cultivar “Itália” e suas mutações coloridas “Rubi”, “Benitaka” e “Brasil”, com uma área aproximada de 3.300 ha, em vinhedos conduzidos em pérgola e com densidade de plantio variando de 400 a 800 plantas/ha. Também representa grande importância econômica para a região a produção de uvas labruscas para mesa, com cerca de 700 ha de “Niágara Rosada”, em vinhedos conduzidos em espaldeira e com alta densidade de plantio (4.000 plantas/há. Normalmente são colhidas três safras a cada dois anos, com podas em junho/julho e janeiro/fevereiro. Neste sistema há necessidade de tratamento para induzir e uniformizar a brotação das gemas. A colheita ocorre em dezembro-janeiro e abril-maio, respectivamente.

Pólos Emergentes
O principal pólo vitivinícola emergente em condições sub-tropicais é o projeto vitivinícola de Rolândia desenvolvido no âmbito da Cooperativa Agroindustrial de Rolândia – COROL, e está focado, exclusivamente, na produção de suco de uva para a produção de suco concentrado. Atualmente estão implantados cerca de 300 ha de parreiras com as variedade Isabel, Concord e BRS Rúbia e BRS Carmen (desenvolvida, na região, pela Embrapa Uva e Vinho e lançada em fevereiro de 2008). O Projeto contempla 35 municípios da região norte do Paraná, sendo que cada produtor possui, em média cerca de 2 ha de parreiras

Viticultura Tropical

A viticultura tropical, apesar de relativamente recente, alcançou significativa evolução tecnológica no Brasil. Da produção inicial baseada na cultivar “Itália”, praticamente única alternativa até a década de 1990, a viticultura tropical brasileira ingressou no século XXI com tecnologias que viabilizaram a produção de cultivares americanas e híbridas para mesa (“Niágara Rosada”) e elaboração de suco (Isabel), antes restrita ao sul do país e cultivares de uvas finas (Vitis vinifera) para a elaboração de vinhos de alta qualidade.

 Noroeste de São Paulo
Esta região que tem como município pólo Jales, está localizada a 20ºS, 50ºW e altitude variando de 450 a 550 m. O clima da região caracteriza-se por uma estação chuvosa, entre novembro e abril e uma estação seca, entre maio e outubro, sendo a irrigação uma prática indispensável. A precipitação média anual é da ordem de 1300mm e a temperatura média anual de 22,3ºC. As temperaturas são elevadas ao longo do ano, com riscos mínimos de ocorrência de geadas, viabilizando ciclos vegetativos sucessivos. Em função da distribuição da chuva são feitas duas podas anuais, uma para produção entre março e junho e outra para formação das plantas entre outubro e dezembro. Assim, o período de colheita na região vai de agosto a novembro, sendo os meses de agosto e setembro mais favoráveis à qualidade em função da baixa precipitação pluviométrica no período. A área de vinhedos está em torno de 900 ha, com predomínio absoluto de uvas de mesa. A principal cultivar é a “Itália”, seguida por suas mutações “Rubi” e “Benitaka”, entre as uvas finas (Vitis vinifera). A “Niágara Rosada” (Vitis labrusca), antes ausente nos vinhedos da região, vem crescendo em área cultivada a partir do ano de 2000, estimando-se que atualmente existam cerca de 300 ha desta cultivar em produção na região.

Norte de Minas Gerais
Este pólo produtor está às margens do Rio São Francisco, a 17ºS , 44ºW e a uma altitude média de 470m. A quantidade média anual de chuvas é de aproximadamente 1.050mm e a temperatura média anual é de 23ºC. Tendo como cidade pólo Pirapora, possui uma área de vinhedos de cerca de 500 ha, com produção totalmente voltada para o mercado de uva de mesa. A base da produção ainda é a uva ”Itália”e suas mutações “Rubi”, “Benitaka” e “Brasil”. Entretanto, vem crescendo o cultivo da “Niágara Rosada” e de cultivares de uvas sem sementes, principalmente cultivares brasileiras (BRS Clara, BRS Morena e BRS Linda).

Vale do Sub-médio São Francisco
Está situado no trópico semi-árido brasileiro, em latitude 9ºS, longitude 40ºW e altitude ao redor de 350 m. Apresenta indicadores climáticos médios de 500 mm de precipitação, concentrada entre dezembro e março, temperatura de 26ºC e 50% de umidade relativa do ar. É a principal região vitivinícola tropical brasileira, com cerca de 10.500 hectares de vinhedos, distribuídos nos Estados de Pernambuco e Bahia. A estrutura produtiva da região compõe-se de pequenos produtores, vinculados aos projetos de colonização e associados em cooperativas, e de médios e grandes produtores que atuam em escala empresarial. Cerca de 95% da área plantada com vinhedos é para a produção de uvas de mesa objetivando, principalmente, a exportação. A uva “Itália”, embora ainda cultivada em grande escala, principalmente pelos pequenos produtores, vem cedendo espaço para as uvas sem sementes, mais valorizadas no mercado internacional. Entre as uvas sem sementes destacam-se pela área de cultivo as cultivares Festival (Sugraone ou Superior), Thompson Seedless e Crimson Seedless, todas de plantio recente, e responsáveis pelo aumento das exportações brasileiras nos últimos anos.. A viticultura voltada à produção de vinhos concentra-se no cultivo de castas de vitis vinifera, com destaque para as cultivares Syrah, Cabernet Sauvignon e Ruby Cabernet, entre as tintas, e Moscato Canelli e Chenin Blanc, entre as brancas. Atualmente estima-se a existência de uma área de 500 ha de parreirais com estas cultivares que dão origem a aproximadamente, 7 milhões de litros de vinho/ano, sendo 80% vinho tinto e 20% branco. Estudos avançados voltados ao zoneamento vitivinícola da região indicam o potencial de outras cultivares, adaptadas às condições locais e aptas a contribuir para a tipicidade dos produtos vitivinícolas regional.

Regiões Tropicais Emergentes
Existem iniciativas vitícolas em várias regiões do Brasil tropical, com destaque para as regiões Nordeste, nos Estados de Pernambuco, Bahia, Ceará, Maranhão e Piauí, Centro-Oeste, nos Estados do Mato Grosso e Goiás e Sudeste, nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Em sua maioria são ainda empreendimentos de pequeno porte, voltados principalmente à produção de uvas de mesa. No universo dos pólos tropicais emergentes destacam-se um no município de Nova Mutum no estado do Mato Grosso, que possui sua estrutura produtiva baseada numa área de 30 hectares de videiras voltados a produção de suco de uva e outro no município de Santa Helena no estado de Goiás com uma estrutura produtiva de cerca de 50 hectares de videiras voltados a produção de vinho de mesa.

2008 Ibravin